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12 Mai

Orlinha do Bairro Industrial

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Aracaju é uma simpática e jovial senhora de cento e tantos anos. Já falei do Bairro onde a bonita nasceu aqui, mas ficou faltando falar de outra freguesia, tão antiga e histórica quanto, onde começou a despontar o potencial manufatureiro da recém-nascida capital.

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O Bairro nasceu Maçaranduba, virou Chica Chaves, tentou ser Siqueira de Menezes, foi apelidado de Tecido, mas, no final das contas – por conta das indústrias de tecido que ali se instalaram e por abrigar uma crescente comunidade proletária –  ficou, definitivamente, estabelecido como Bairro Industrial. Um olhar atento e você consegue encontrar pistas das fábricas que povoavam o bairro, detalhes que  resistiram ao tempo e à fúria autofágica do desenvolvimento.

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O Bairro Industrial é pura História, mas, pelo andar da carruagem, não teria final feliz, já que estava entregue ao esquecimento, degradando seu valor, até a iniciativa providencial de instaurar ali uma nova orla para a cidade e restaurar a dignidade daquela região.

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Assim nasceu, há alguns anos, a Orlinha do Bairro Industrial, revitalizando a área e trazendo um novo ponto de visitação, embalado pela vista (a melhor vista, por sinal) da então recém-inaugurada Ponte Aracaju-Barra.

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Hoje, vale a pena esticar o passeio até lá. Passar o tempo curtindo o balanço do rio e o visual nostálgico, presente aqui e ali, em algumas casinhas que datam do início do século XX.

casinhas

Para as crianças, parquinho animado, principalmente após as 16h nos finais de semana, quando várias famílias e turminhas de amigos se espalham pela margem do rio, curtindo as passarelas, ciclovias e quiosques da orlinha.

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No final da tarde, aos finais de semana, barracas de lanches, mesinhas e mais gente reunida, praticamente uma praça de alimentação \o/

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Nesse quesito –  alimentação –  vá tranquilo, pois boa comida também faz parte do cardápio do Bairro.

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O Sapatão, que já tratamos exaustivamente aqui, logo no início da Orlinha. O Canoas, mais adiante. E o Gordo Light, depois da Orla, no trecho que segue margeando o rio, mas ainda sem reforma (sim, há esperança e boatos que a Orlinha, toda arrumadinha, se estenderá  até lá).

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E, assim como a Colina, a Orlinha também oferece um sorvete imperdível, assinado pela grife sorveteira mais famosa de Aracaju, o pomposo Sorvete do Castelo Branco.

sorvete

A Sorveteria Brilho do Sol fica bem no início da Orlinha, quase em frente ao primeiro redutor de velocidade (por aqui, o popular quebra-molas), sentido Centro-Bairro Industrial.

sorveteria

Vários sabores e horário de funcionamento mais elástico. Gosto dessa variedade.

sabores

E se você ainda quiser um passeio ainda mais fora do protocolo, vale até piquenique sob a sombra das árvores. Eu adotei a prática de sair de casa de cesta e cuia para tomar café da manhã por lá (coisas da Anna Rosa, como diria meu pai)

cafe da manhã

No mais, logo depois do parquinho, está o Centro de Artesanato Chica Chaves que, apesar da boa intenção, já foi objeto de várias .

reclamações por parte dos artesãos locais. Pouco visitado e sem muita projeção na maioria dos roteiros turísticos, nem sei ao certo se continua funcionando, mas para prestigiar, não custa ir até lá conferir.

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INFORMAÇÕES ÚTEIS

1. Você vai ouvir dizer que o Bairro Industrial é perigoso. Certo. Como tantos outros bairros, tem histórico de assaltos, o que, por sua vez, não o torna violento. Para curtir seu passeio, estão valendo as regras básicas de segurança aplicadas em qualquer lugar do mundo:

- Evite horários críticos, tipo, depois das 22:00h. Procure horários mais movimentados. Eu costumo ir  no início da manhã ou finalzinho da tarde.

- Não dê mole com seus aparatos eletrônicos (câmeras e celulares), bolsas e mochilas. Basta ter a atenção e cautela de sempre, como se faz em Paris, Buenos Aires ou São Paulo.

2. O píer é muito legal e, certamente, você vai querer seguir  por ele para esgotar os ângulos da ponte e de Aracaju.

Mas aqui, um AVISO: CUIDADO com as tábuas faltando pelo caminho. A falta de atenção pode terminar  num acidente bem desagradável.

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Anna Guimarães

Blogueira no http://misscheck-in.com, viajante, universitária, policial, redatora publicitária. Tudo ao mesmo tempo agora. Por tudo isso, aperta a tecla #vamosfugir sempre que possível. A melhor terapia é o pé na estrada. A melhor viagem é a próxima.

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